Tipos de Extintores e Classes de Fogo em Portugal: Guia Completo

Equipa Medisigma19 de dezembro de 2025

Guia sobre extintores, classes A, B, C, D e F, equipamentos elétricos, cozinhas, manutenção e segurança contra incêndio em edifícios.

Escolher extintores exige mais do que comprar equipamentos. É necessário identificar riscos de incêndio, classe de fogo, localização, formação dos trabalhadores, manutenção e enquadramento de segurança contra incêndio em edifícios.

Classes de fogo

As classes mais usadas são:

| Classe | Materiais típicos | | --- | --- | | A | Sólidos como madeira, papel, tecido e plásticos | | B | Líquidos inflamáveis | | C | Gases | | D | Metais combustíveis | | F | Óleos e gorduras de cozinha |

A antiga ideia de “classe E” para eletricidade deve ser tratada com cuidado. Equipamentos elétricos sob tensão exigem agente adequado e não condutor, mas a eletricidade não é uma classe autónoma de combustível na classificação atual.

Tipos de extintores

Os extintores mais comuns incluem:

  • Água ou água com aditivo, adequados a certos fogos de classe A.
  • Espuma, útil para alguns fogos de classe A e B.
  • Pó químico, com uso amplo mas maior sujidade e impacto em equipamentos.
  • CO2, frequentemente usado em zonas com equipamentos elétricos por não deixar resíduo.
  • Agente húmido, indicado para fogos de classe F em cozinhas.

Cuidado com absolutos

Não se deve afirmar que CO2 é obrigatório junto a todos os quadros elétricos em qualquer situação. Pode ser recomendado ou exigido conforme projeto, risco e medidas de autoproteção, mas não deve ser apresentado como regra universal sem fonte específica.

Também não se deve dizer de forma absoluta que a lei exige sempre agente húmido em qualquer zona de confeção. Em cozinhas com risco de óleos e gorduras, esse agente pode ser tecnicamente adequado e frequentemente exigido no contexto do projeto SCIE, mas a seleção deve ser feita por avaliação de risco.

Manutenção e fim de vida

Extintores devem ser inspecionados e mantidos por entidade competente, de acordo com normas aplicáveis e instruções do fabricante. A ideia de que todos os extintores devem ser abatidos exatamente ao fim de 20 anos é demasiado genérica. O fim de vida depende do tipo de equipamento, estado, norma aplicável e decisão técnica.

O que a empresa deve garantir

  • Extintores adequados aos riscos existentes.
  • Localização visível e acessível.
  • Sinalização.
  • Manutenção periódica.
  • Registos atualizados.
  • Trabalhadores informados sobre uso básico.
  • Integração no plano de emergência e medidas de autoproteção.

Um extintor errado pode falhar no momento crítico. Um extintor certo, sem manutenção ou inacessível, também.

Fontes oficiais e referências

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