Tipos de Extintores e Classes de Fogo em Portugal: Guia Completo
Guia sobre extintores, classes A, B, C, D e F, equipamentos elétricos, cozinhas, manutenção e segurança contra incêndio em edifícios.
Escolher extintores exige mais do que comprar equipamentos. É necessário identificar riscos de incêndio, classe de fogo, localização, formação dos trabalhadores, manutenção e enquadramento de segurança contra incêndio em edifícios.
Classes de fogo
As classes mais usadas são:
| Classe | Materiais típicos | | --- | --- | | A | Sólidos como madeira, papel, tecido e plásticos | | B | Líquidos inflamáveis | | C | Gases | | D | Metais combustíveis | | F | Óleos e gorduras de cozinha |
A antiga ideia de “classe E” para eletricidade deve ser tratada com cuidado. Equipamentos elétricos sob tensão exigem agente adequado e não condutor, mas a eletricidade não é uma classe autónoma de combustível na classificação atual.
Tipos de extintores
Os extintores mais comuns incluem:
- Água ou água com aditivo, adequados a certos fogos de classe A.
- Espuma, útil para alguns fogos de classe A e B.
- Pó químico, com uso amplo mas maior sujidade e impacto em equipamentos.
- CO2, frequentemente usado em zonas com equipamentos elétricos por não deixar resíduo.
- Agente húmido, indicado para fogos de classe F em cozinhas.
Cuidado com absolutos
Não se deve afirmar que CO2 é obrigatório junto a todos os quadros elétricos em qualquer situação. Pode ser recomendado ou exigido conforme projeto, risco e medidas de autoproteção, mas não deve ser apresentado como regra universal sem fonte específica.
Também não se deve dizer de forma absoluta que a lei exige sempre agente húmido em qualquer zona de confeção. Em cozinhas com risco de óleos e gorduras, esse agente pode ser tecnicamente adequado e frequentemente exigido no contexto do projeto SCIE, mas a seleção deve ser feita por avaliação de risco.
Manutenção e fim de vida
Extintores devem ser inspecionados e mantidos por entidade competente, de acordo com normas aplicáveis e instruções do fabricante. A ideia de que todos os extintores devem ser abatidos exatamente ao fim de 20 anos é demasiado genérica. O fim de vida depende do tipo de equipamento, estado, norma aplicável e decisão técnica.
O que a empresa deve garantir
- Extintores adequados aos riscos existentes.
- Localização visível e acessível.
- Sinalização.
- Manutenção periódica.
- Registos atualizados.
- Trabalhadores informados sobre uso básico.
- Integração no plano de emergência e medidas de autoproteção.
Um extintor errado pode falhar no momento crítico. Um extintor certo, sem manutenção ou inacessível, também.
Fontes oficiais e referências
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