Qualidade do Ar Interior: Como Avaliar Este Indicador

Qualidade do Ar Interior: Como Avaliar Este Indicador

Equipa Medisigma22 de dezembro de 2025

Guia para empresas sobre qualidade do ar interior, avaliação simplificada anual, parâmetros relevantes e medidas de prevenção.

A qualidade do ar interior influencia conforto, produtividade e saúde. Em edifícios fechados, má ventilação, excesso de ocupação, humidade, bolores ou poluentes podem criar queixas respiratórias, fadiga, irritação ocular e redução de desempenho.

O que caracteriza boa qualidade do ar interior?

Um ar interior adequado depende de vários fatores:

  • Ventilação suficiente.
  • Temperatura e humidade adequadas.
  • Baixa concentração de CO2.
  • Controlo de partículas.
  • Ausência de bolores e humidade persistente.
  • Controlo de compostos orgânicos voláteis.
  • Gestão de fontes químicas e biológicas.
  • Avaliação de radão quando aplicável.

Não existe um único número que resolva tudo. A avaliação deve olhar para edifício, ocupação, atividade, ventilação e queixas.

O que diz a legislação

Em Portugal, o Decreto-Lei n.º 101-D/2020 e a Portaria n.º 138-G/2021 enquadram requisitos de qualidade do ar interior em edifícios de comércio e serviços. A Avaliação Simplificada Anual existe para determinados edifícios, conforme regras aplicáveis.

É importante manter a expressão “determinados edifícios”. Não se deve generalizar como se todas as empresas, de qualquer dimensão e atividade, tivessem exatamente a mesma obrigação formal.

Como avaliar

Uma avaliação pode incluir:

  • Inspeção visual a ventilação, entradas de ar e filtros.
  • Medição de CO2 como indicador de ventilação.
  • Temperatura e humidade relativa.
  • Partículas.
  • Compostos orgânicos voláteis.
  • Pesquisa de bolores ou humidade.
  • Verificação de manutenção AVAC.
  • Análise de ocupação e renovação de ar.

Quando há queixas persistentes, obras, alteração de ocupação ou suspeita de contaminantes específicos, a avaliação deve ser aprofundada.

Monitorização: adequada ao risco

Não é correto dizer que a monitorização constante é obrigatória para todos os espaços. O que se deve defender é monitorização periódica ou avaliação adequada ao edifício e risco.

Num auditório, escola, clínica ou escritório muito ocupado, medir CO2 pode ser útil para ajustar ventilação. Numa área com produtos químicos, pode ser necessário avaliar COV. Em zonas de potencial de radão, a medição específica pode ser relevante.

Medidas práticas

  • Manter sistemas AVAC limpos e revistos.
  • Evitar bloquear entradas e saídas de ar.
  • Corrigir infiltrações e humidade.
  • Controlar lotação de salas.
  • Escolher produtos de limpeza e materiais com menor emissão.
  • Rever ventilação após obras.
  • Registar queixas e medidas adotadas.

Qualidade do ar interior não é apenas conforto. É uma componente da prevenção e deve ser integrada na gestão de edifícios e segurança no trabalho.

Fontes oficiais e referências

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