
Kit de Primeiros Socorros na Empresa: O Que Deve Ter e O Que Evitar
Guia prático para empresas sobre o kit de primeiros socorros: conteúdo recomendado pela DGS, itens a evitar, validade, sinalização e verificação.
Quando foi a última vez que verificou o kit de primeiros socorros da sua empresa?
É uma daquelas tarefas que facilmente fica para depois. Mas, quando acontece um pequeno acidente, a diferença está em ter material adequado, acessível, dentro da validade e pronto a usar.
Em Portugal, a Segurança e Saúde no Trabalho exige que a empresa tenha meios adequados de primeiros socorros e trabalhadores preparados para aplicar as medidas definidas. A Informação Técnica n.º 01/2010 da DGS, atualizada a 26/11/2021, ajuda a orientar o conteúdo da mala, caixa ou armário de primeiros socorros.
Mais do que ter uma caixa
A DGS lembra um ponto importante: a legislação não define uma lista única e fechada para todas as empresas. O conteúdo, número e localização das malas devem ser definidos pelos Serviços de Segurança e Saúde no Trabalho ou Saúde Ocupacional, considerando:
- Número de trabalhadores.
- Dispersão das equipas.
- Área e layout da empresa.
- Tipo de atividade.
- Riscos profissionais existentes.
Ou seja, um escritório, uma oficina, uma cozinha industrial e uma equipa em trabalho exterior podem precisar de soluções diferentes.
Se quiser uma primeira referência prática, a ferramenta estima um número aconselhado por pessoas, áreas separadas e tipo de atividade, sem apresentar esse valor como obrigação legal fixa.
Itens a evitar no kit
Alguns materiais parecem úteis, mas podem criar risco ou falsa sensação de segurança.
Medicamentos
Não acrescente por iniciativa própria comprimidos, anti-inflamatórios ou pomadas antibióticas ao kit comum. A orientação DGS inclui soluções antissépticas; por isso, o conteúdo deve ser definido pelo serviço de ST/SO, com instruções adequadas de utilização.
A administração de medicamentos deve ficar fora da resposta básica de primeiros socorros e ser tratada com enquadramento clínico adequado, quando aplicável.
Algodão
O algodão pode libertar fibras e aderir a feridas. Para limpeza ou proteção de feridas, a opção mais adequada é usar compressas esterilizadas.
Produtos fora de validade
Material esterilizado, soluções e componentes com validade expirada não devem permanecer no kit. A lista de conteúdo deve indicar as datas de validade sempre que aplicável.
Material sem controlo
Um kit incompleto, sem lista, sem responsável definido ou guardado num local pouco acessível falha precisamente quando é necessário.
Conteúdo mínimo indicado pela DGS
De acordo com a Informação Técnica n.º 01/2010 da DGS, o conteúdo mínimo genérico deve incluir:
- Proteção facial com máscaras.
- Luvas de utilização única, preferencialmente de nitrilo.
- Uma tesoura com extremidades arredondadas.
- Compressas estéreis em vários tamanhos, incluindo adequadas a queimaduras.
- Pensos rápidos em diferentes tamanhos.
- Adesivo em rolo.
- Ligaduras elásticas e não elásticas.
- Antisséptico à base de povidona iodada, concentração de 10%.
- Álcool etílico, concentração de 70%.
- Soro fisiológico em quantidade ajustada às necessidades.
- Um termómetro digital.
A DGS identifica ainda como desejáveis uma manta isotérmica e um saco de frio instantâneo. O serviço de ST/SO deve adaptar o conteúdo e as quantidades ao local de trabalho. A lista e as validades devem acompanhar o kit; os procedimentos de atuação devem estar disponíveis junto dele.
Como manter o kit pronto a usar
Ter o material certo é apenas o primeiro passo. A empresa deve garantir rotina de verificação.
- Identificar um ou mais trabalhadores responsáveis pelo controlo do kit.
- Verificar o conteúdo com periodicidade mínima anual.
- Rever o kit sempre que algum componente for usado.
- Manter a lista de conteúdo atualizada, incluindo validades.
- Colocar o kit em local acessível, sinalizado e conhecido pelos trabalhadores.
- Ter procedimentos escritos para as situações de acidente mais prováveis na empresa.
Checklist rápida para hoje
Se só puder fazer uma revisão simples agora, comece por estes pontos:
- O kit está visível, sinalizado e acessível?
- Todos sabem onde está?
- Existe lista de conteúdo?
- As validades estão dentro do prazo?
- Há luvas, compressas, pensos, ligaduras, soro e antisséptico?
- Há materiais duplicados desnecessários ou medicamentos que não deveriam estar no kit comum?
- Está definido quem verifica e repõe o material?
Não há nada melhor do que saber que, se ocorrer um pequeno acidente, a equipa tem as ferramentas certas para uma primeira resposta segura.
Se tiver dúvidas, precisar de kits de primeiros socorros ou quiser confirmar se o seu kit está completo, dentro da validade e adequado à sua empresa, a Medisigma pode ajudar.
Também pode calcular uma recomendação inicial para a sua empresa e pedir à Medisigma para avaliar e fornecer as caixas mais adequadas ao seu contexto.
Telefone: 241331504
Email: info@medisigma.pt
Fontes oficiais e referências
Prepare a caixa de primeiros socorros da sua empresa
Use o simulador para preparar uma lista indicativa e rever o material necessário com o responsável de saúde e segurança no trabalho.
Abrir o simuladorArtigos Relacionados
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