Kit de Primeiros Socorros na Empresa: O Que Deve Ter e O Que Evitar

Kit de Primeiros Socorros na Empresa: O Que Deve Ter e O Que Evitar

Equipa Medisigma7 de maio de 2026

Guia prático para empresas sobre o kit de primeiros socorros: conteúdo recomendado pela DGS, itens a evitar, validade, sinalização e verificação.

Quando foi a última vez que verificou o kit de primeiros socorros da sua empresa?

É uma daquelas tarefas que facilmente fica para depois. Mas, quando acontece um pequeno acidente, a diferença está em ter material adequado, acessível, dentro da validade e pronto a usar.

Em Portugal, a Segurança e Saúde no Trabalho exige que a empresa tenha meios adequados de primeiros socorros e trabalhadores preparados para aplicar as medidas definidas. A Informação Técnica n.º 01/2010 da DGS, atualizada a 26/11/2021, ajuda a orientar o conteúdo da mala, caixa ou armário de primeiros socorros.

Mais do que ter uma caixa

A DGS lembra um ponto importante: a legislação não define uma lista única e fechada para todas as empresas. O conteúdo, número e localização das malas devem ser definidos pelos Serviços de Segurança e Saúde no Trabalho ou Saúde Ocupacional, considerando:

  • Número de trabalhadores.
  • Dispersão das equipas.
  • Área e layout da empresa.
  • Tipo de atividade.
  • Riscos profissionais existentes.

Ou seja, um escritório, uma oficina, uma cozinha industrial e uma equipa em trabalho exterior podem precisar de soluções diferentes.

Itens a evitar no kit

Alguns materiais parecem úteis, mas podem criar risco ou falsa sensação de segurança.

Medicamentos

Medicamentos não fazem parte do conteúdo mínimo indicado pela DGS para a mala de primeiros socorros. Num kit comum da empresa, evite comprimidos, anti-inflamatórios, pomadas antibióticas ou outros medicamentos.

A administração de medicamentos deve ficar fora da resposta básica de primeiros socorros e ser tratada com enquadramento clínico adequado, quando aplicável.

Algodão

O algodão pode libertar fibras e aderir a feridas. Para limpeza ou proteção de feridas, a opção mais adequada é usar compressas esterilizadas.

Produtos fora de validade

Material esterilizado, soluções e componentes com validade expirada não devem permanecer no kit. A lista de conteúdo deve indicar as datas de validade sempre que aplicável.

Material sem controlo

Um kit incompleto, sem lista, sem responsável definido ou guardado num local pouco acessível falha precisamente quando é necessário.

Conteúdo mínimo indicado pela DGS

De acordo com a Informação Técnica n.º 01/2010 da DGS, o conteúdo mínimo genérico deve incluir:

  • Máscaras de proteção facial.
  • Luvas descartáveis, preferencialmente de nitrilo.
  • Tesoura de pontas redondas.
  • Compressas esterilizadas de diferentes dimensões, incluindo próprias para queimaduras.
  • Pensos rápidos de diferentes dimensões.
  • Rolo adesivo.
  • Ligaduras elásticas e não elásticas.
  • Solução antisséptica de povidona iodada a 10%.
  • Álcool etílico a 70%.
  • Soro fisiológico, em quantidade ajustada às necessidades previsíveis.
  • Termómetro digital.

A DGS considera ainda desejável que os locais de trabalho disponham de manta isotérmica em embalagem fechada e saco de frio ou gelo químico instantâneo.

Como manter o kit pronto a usar

Ter o material certo é apenas o primeiro passo. A empresa deve garantir rotina de verificação.

  • Identificar um ou mais trabalhadores responsáveis pelo controlo do kit.
  • Verificar o conteúdo com periodicidade mínima anual.
  • Rever o kit sempre que algum componente for usado.
  • Manter a lista de conteúdo atualizada, incluindo validades.
  • Colocar o kit em local acessível, sinalizado e conhecido pelos trabalhadores.
  • Ter procedimentos escritos para as situações de acidente mais prováveis na empresa.

Checklist rápida para hoje

Se só puder fazer uma revisão simples agora, comece por estes pontos:

  • O kit está visível, sinalizado e acessível?
  • Todos sabem onde está?
  • Existe lista de conteúdo?
  • As validades estão dentro do prazo?
  • Há luvas, compressas, pensos, ligaduras, soro e antisséptico?
  • Há materiais duplicados desnecessários ou medicamentos que não deveriam estar no kit comum?
  • Está definido quem verifica e repõe o material?

Não há nada melhor do que saber que, se ocorrer um pequeno acidente, a equipa tem as ferramentas certas para uma primeira resposta segura.

Se tiver dúvidas, precisar de kits de primeiros socorros ou quiser confirmar se o seu kit está completo, dentro da validade e adequado à sua empresa, a Medisigma pode ajudar.

Telefone: 241331504
Email: info@medisigma.pt

Fontes oficiais e referências

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